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Balaio da Gata Reflexões sobre mim mesma num lustre de acrílico (que de longe parece cristal) Quando estive no prédio do BANESPA, encantei-me com este lustre. De longe, imponente, único, brilhante, rico em detalhes, perfeições e também imperfeições. Seu material, que visto da porta de entrada parecia o mais puro cristal, de perto, revelou-se acrílico. Decepção? Não! A peça continuou sendo imponente, única, brilhante, rica em detalhes, perfeições e também imperfeições. Tudo isso e muito mais: complicada no emaranhado dos pequenos pedaços que compõem seu todo e, ao mesmo tempo, simples, singela, delicada.
Seria capaz de passar muitas horas contemplando o tal lustre assim, da porta de entrada, ao alto... também de perto... de longe outra vez... ou deitada no chão embaixo dele, vendo a luz refletindo em cada uma das peças contorcidas. Hoje, depois de pensar, reviver na memória estas imagens por trás dos meus olhos e das minhas emoções de ver o lustre pela primeira vez; depois de rever estas fotos milhares de vezes e mostrá-las para todo mundo; cresce dentro de mim a certeza de que sou como ele. Encastelada no alto das minhas convicções, vivendo única e solitária, pendurada por frágeis amarras que me unem ao teto das minhas esperanças de um dia ser revelada através dos olhos de observadores desavisados. Escrito por Maira às 22h55 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Os mano... as mina... Sempre achei as mulheres esquisitas. Mesmo quando se adoram, acabam competindo entre si. Não importa quem são, onde estão, elas sempre querem estar um passo adiante da outra... seja nas coisas mais idiotas (roupa, cabelo, maquiagem...), seja nas mais importantes (inteligência, conquistas, poder). Tá... os homens também competem entre si e (como diria o filósofo alemão: humanos, demasiadamente humanos) também são capazes do que há de pior. Porém, eles conseguem construir algo que eu nunca vi entre duas mulheres: uma amizade baseada verdadeiramente na lealdade, enfim, uma irmandade imbatível em que um estará sempre ombro a ombro com o outro. Haja ou que houver. Custe o que custar. Esses dois caras aí (Dudu e Marcelo) são exemplos disso. “Mano novo” e “mano velho”. É assim que eles chamam um ao outro, mesmo não sendo irmãos de sangue. Mais do que um simples modo de falar entre amigos, eles verdadeiramente se sentem assim, unidos por algo ainda mais forte que os laços de sangue. O amor (sem viadagem) entre eles é tão genuíno e forte que consegue contagiar duas mulheres... aqueles seres estranhos sobre os quais me referi neste post. Eu e Beliza estivemos juntas em poucas ocasiões, sempre acompanhando os dois. Mas aprendemos, desde o primeiro segundo, a refletir o sentimento fraterno que une nossos namorados. Nesses momentos somos como nossos homens e não temos motivos para competir, nem pelas coisas mais idiotas, nem pelas mais importantes.
Se eles são “os manos”, nós somos “as minas”.
Escrito por Maira às 00h20 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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